Mar Te Vê Nus
Na particular singularidade
Existindo para sempre na solidão
Neste infinito intimo de ser
Um sacrifício para apreciação dos meros.
E em abstinência delira.
Intocada espécie.
Será que existe?
Sim, na plenitude surreal do real.
Tentam profanar tributo.
Em banquete de regalias sórdidas.
Deslumbra ainda olhares devassos.
Na esperança mórbida.
De viver só um dia de humanidade.
Tente não ser egoísta.
Clame aos seus rélis, vossa perfeição eterna.
Essa que tão sublime,
Escraviza nossa existência mortal.
Tal divindade energética.
Deseja também ser de carne.
Tua beleza é um fenômeno natural de luz.
Somos o que não podemos ser.
Os céus e terra são sua fortaleza.
É apenas uma atraente tentação.
Tente!
E tua decadência será definida.
Definhando seus dias de glória.
Frágil e desprotegida.
Sente a crueldade da inocência dos indecentes.
Mar te em vê nus
Para banhar o corpo.
Limpar a alma
Purificar a aura.
Resgatar as forças e retornar aos céus.
Tua morada eminente.
Onipotente visitante dos agraciados
Eles morrem.
Em vivenciar tudo isso.
Nos astros.
Tua morada evoluída lamenta.
Que por tal regalia mortal.
Sobre habitam tuas orgias.
Mar te em vê nus.
**Lady Flower Power**

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