As Nove Vidas do Desamor
Deixa o tempo passar.
O rio afoga a lágrima molhada.
E o coração falece.
Na morte existem restos imortais.
Fedem as mãos.
Escorrem num rosto abatido.
Um pensamento triste.
Invade.
Atrofia as veias.
Perfuram e vazam por todas as feridas.
A paixão renasce.
E cicatrizam dores
O rio secou.
Os peixes morreram de overdose.
Esse passado morre na mente.
E a morte deixa a vida nas mãos.
Decida o que as linhas ancestrais marcaram nas palmas!
E outra queda mata mais uma vez
O gatuno apaixonado.
Aplauda mais uma vez!
O espetáculo de viver morrendo de desamor.
Suicida amante.
Des amaste varias vezes.
Pactuaste com os urubus.
Que se banqueteiam com tua carniça mal amada.
Entregas-te em três, em bandeja de ouro o teu preciso ser.
E mais uma vez tua cabeça rola nos pés do falso amado.
Em poça de sangue e dor.
Ressurge forte em quinta posição.
Armas-te até os ossos.
Nem doce e lógicas palavras.
Ama-te primeiro.
Apunhalam-te nas costas antes de contar as cicatrizes.
Confiaste em belas harmonias.
Seqüestrando de ti mesmo o amor e a paixão.
Confinados e se definhando em desafeto.
Mórbido e embriagado em oitava vida.
Brinda tua chance de rolar os dados.
Livre amor!
Livre paixão!
Odeia fortemente a quem te diz amar.
Cuspa neste prato antes que seja teu veneno!
E ainda entrega-te flores com espinhos escondidos.
Oferece atraentes doses amargas.
Des amado
Não se engane é apenas armadilha de quem lhe oferece o fim!
Eis que chega o fim do teu ciclo e novamente ama.
Jás: Desamor e Desafeto!
No relento obsoleto.
Lady Flower Power