Humano Degradante
Há dias, que acontecem antes de morrer
Enquanto se vive morrendo
Os dias passam a acontecendo
E nesse recusciatar constante
Meu canivete afio
Antes que minha vida dependesse disso.
Paz é o que eu espero quando o dia acabar
E renascer em outro lugar
Um dia parado não é um dia
Quando se na eternidade encontrasse a paz
É uma ilusão absurda morrer tranquilo.
A realidade nos surra pelo reflexo
E mais uma vez o dia morre.
Obscurece as verdades meio ditas
Antes que se engane em tua mascara
Desarma este sorriso sórdido de palavras floridas
Mostra tua face nua.
Antes que tua carne fique crua aos vermes.
De compondo ao tempo degradado.
Do passado mal vivido e escondido.
Escorre pela teia mais uma chance em teu ar.
Veja o que tua orgia mostras-te!
Profanas ainda tua "casa" como um ser asqueroso.
Tentando dominar em artimanhas futeis mais poder.
O cuspi já bateu na tua testa,
Me detesta?
Não você que se odeia.
Maltrata tua ceia.
Desfaz de tuas ceitas.
Crê na ilusão dos abusos.
Persegue com fervor mais domínios.
Desfalece em repugnancia teu corpo.
Na vala dos gananciosos.
Tiveste tua chance.
Desperdiças-te como fosse eterno.
Levas-tes a tua cova findada.
Agora jaz...
Tu!
Apenas terra.
Em tua garganta seca e morta.
Esse, que piso firme lutando para ressucita-la de tua ifamia.
Lady Flower Power**