quinta-feira, 26 de maio de 2011

Despertando
Bailam as ondas sonoras em meus pensamentos.
Suavemente com uma luz amanhecida.
Ritmicamente o calor invade o corpo.
E a pele se esquenta em aconchegantes movimentos.
Delicadamente os sentidos aumentam.
A sensibilidade aguça.
Sons.
Imagens.
Papilas de gustativas.
Toques.
Em serena brisa.
Apenas deleitar-se em tua cama.
E espreguiçar feito gatos preguiçosos.
Envolvidos, transcendendo energias polares.
   Lady Flower Power

terça-feira, 24 de maio de 2011

Mar Te Vê Nus
Na particular singularidade
Existindo para sempre na solidão
Neste infinito intimo de ser
Um sacrifício para apreciação dos meros.
E em abstinência delira.
Intocada espécie.
Será que existe?
Sim, na plenitude surreal do real.
Tentam profanar tributo.
Em banquete de regalias sórdidas.
Deslumbra ainda olhares devassos. 
Na esperança mórbida.
De viver só um dia de humanidade.
Tente não ser egoísta.
Clame aos seus rélis, vossa perfeição eterna.
Essa que tão sublime,
Escraviza nossa existência mortal.
Tal divindade energética.
Deseja também ser de carne.
Tua beleza é um  fenômeno natural de luz.
Somos o que não podemos ser.
Os céus e terra são sua fortaleza.
É apenas uma atraente tentação.
Tente!
E tua decadência será definida.
Definhando seus dias de glória.
Frágil e desprotegida.
Sente a crueldade da inocência dos indecentes.
Mar te em vê nus 
Para banhar o corpo.
Limpar a alma
Purificar a aura.
Resgatar as forças e retornar aos céus.
Tua morada eminente.
Onipotente visitante dos agraciados
Eles morrem. 
Em vivenciar tudo isso.
Nos astros.
Tua morada evoluída lamenta.
Que por tal regalia mortal.
Sobre habitam tuas orgias.
Mar te em vê nus.   
**Lady Flower Power**

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Humano Degradante
Há dias, que acontecem antes de morrer
Enquanto se vive morrendo
Os dias passam a acontecendo
E nesse recusciatar constante
Meu canivete afio
Antes que minha vida dependesse disso.
Paz é o que eu espero quando o dia acabar
E renascer em outro lugar
Um dia parado não é um dia
Quando se na eternidade encontrasse a paz
É uma ilusão absurda morrer tranquilo.
A realidade nos surra pelo reflexo
E mais uma vez o dia morre.
Obscurece as verdades meio ditas 
Antes que se engane em tua mascara 
Desarma este sorriso sórdido de palavras floridas
Mostra tua face nua.
Antes que tua carne  fique crua aos vermes.
De compondo ao tempo degradado.
Do passado mal vivido e escondido.
Escorre pela teia mais uma chance em teu ar.
Veja o que tua orgia mostras-te!
Profanas ainda tua "casa" como um ser asqueroso.
Tentando dominar em artimanhas futeis mais poder.
O cuspi já bateu na tua testa,
Me detesta?
Não você que se odeia. 
Maltrata tua ceia.
Desfaz de tuas ceitas. 
Crê na ilusão dos abusos.
Persegue com fervor mais domínios.
Desfalece em repugnancia teu corpo.
Na vala dos gananciosos.
Tiveste tua chance.
Desperdiças-te como fosse eterno.
Levas-tes a tua cova findada.
Agora jaz... 
Tu!  
Apenas terra.
Em tua garganta seca e morta.
Esse, que piso firme lutando para ressucita-la de tua ifamia.
Lady Flower Power**

domingo, 22 de maio de 2011


Om
viagem alucinante
panca na mente efeito tiro.
invade subconciente dominante
imaginações contaminam o real
surrealista inconstante.
próprio ser lacinante.
que na intransigente inconstância 
transparência em repugnância
ancia por goles frenéticos
rebate no cosmos profundo
infinitude total da escência 
ciência consciente?
culto do oculto!
força unipotentemente avassaladora
alfa profundo.
 Lady Flower Power*