quinta-feira, 2 de junho de 2011

Carnes Sensíveis
Nos beijos embriagados,
Rosqueando os dedos nos cabelos.
Quando para o mundo.
E gira o teto do céu.
Ofegante entre as pernas.
Delírios interplanetários.
Explodindo insensatez momentânea.
Numa liberdade louca e juvenil.
Não faz sentido.
Corta a boca deixando o sangue sem doce.
Amargando na saliva o gosto.
Passa um tempo sem introduzir na goela.
Um gosto azedo da carne.
Na pele rugosa e enrijecida.
Nos toques delicados.
Entre finos orifícios,
No meio da parteira da vida.   
Nas pernas quentes de fulgor.
*Lady Flower Power*

terça-feira, 31 de maio de 2011



Um Poema Baseado
Deves-me
E quando pagar será aliviado.
Em cada tragada uma viajem pelas linhas da poesia.
   Nesta remota paisagem inebriante.
Distante do horizonte, os olhos remotamente vermelhos.
Já não enxergam as vírgulas no papel carburado.
E entra na mente o que havia escrito.
O que morreu ficou na mente.
E agora já não dá mais pra ler.
O que foi lido,
 Fumado
 e guardado.
Só de cabeça posso lhe dizer.
Foi bom enquanto durou.
*Lady Flower Power*