Safadezas Liberais
Safadezas libertinas é o que temos.
Não nos resta vergonha.
As moedas que juntamos.
De manhã dá apenas um café amargo.
Um trago, um beijo amanhecido e mais nada.
Com os pés na estrada e a cabeça na maresia.
Outra piscada, e tudo basta.
Apenas por algumas horas de fugaz regalia.
Gargalhadas é que meu pensamento permite em ameaça.
Cuido do que tento ter e por segundo se dissolve.
Engole-se no seco o que ainda se mantém pelas tabelas.
Eu finjo que presto.
E a tua placa óbvia dizendo sempre nenhum tostão furado.
Chega à esquina nem rastro dos passos.
E ainda goza?!
De olho no fundo copo.
Numa ousadia devassa, arranco tua pele com o olhar.
Nas mãos suadas em tocar meus prazeres do corpo todo.
Fragilmente flâmula as bandeiras vermelhas de sangue.
E ainda há gota deste vinho seco, desta nudez sem vergonha.
Dividindo outros amantes.
E revela em pauta cada detalhe.
Nem chegou a manhã seguinte para apagar o que noite fez.
E galopa sem medo toda essa loucura.
Entre ventanias e fumaças.
Dessas luxuriosas tragadas da libertinagem recíproca.
Só restam trocados pra fora da fronteira.
E ainda duas horas pra mais uma.
Antes que mais uma atraente proposta possa dar mais valor.
*Lady Flower Power*
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